sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Burocracia ou Burrocracia?

Cá estou eu, aguardando pacientemente a liberação da senha do meu plano de saúde para fazer a cirurgia no joelho. Estava procurando uma atividade física que não fosse sacal como uma academia, nem cara como pilates, pois quanto mais se aproxima a curva dos quarenta, as curvas do seu corpo vão ficando mais planas e é fato que algo precisava ser feito. Até por uma questão de saúde mesmo. 

Anos atrás (muitos anos), eu treinava taekwon-do em Copacabana e adorava. Só não ia aos domingos porque a academia não abria. Pensei: por que não retomar? Fiz pesquisa na internet e achei uma academia perto de casa, lavei bem direitinho o dobok que já estava mofado e levei minha faixa branca - como todos que retornam depois de muito tempo parados devem fazer. Estava feliz, até as pessoas do trabalho reparam na mudança de humor. Também, depois de dar mais de duzentos socos e chutes, você fica inevitavelmente mais leve no fim do dia. O estresse ficava todo lá, na academia. 

Mas, como alegria de pobre dura pouco, na segunda semana de treino eu rompi o ligamento do joelho, assim, sem mais, nem menos. Plact, o joelho dobrou pra trás, literalmente. Aí começou a maratona: confirmada a necessidade de cirurgia, eu descobri que o médico dos meus sonhos só operava particular. 

Que merda. Fui para a província, onde todos se conhecem e eu certamente teria uma boa indicação. E tive. O problema é o staff "burrocrático" do Hospital. Imaginem uma pessoa que tem apenas uma função, uma só: a de cuidar dos pedidos de internação junto aos planos de saúde. Tem uma salinha só para ela, com direito a uma assistente. Esta pessoa demorou 10 dias para dar entrada no pedido e ainda fez alguma merda com a papelada, preencheu errado, sei lá, que está atrasando a liberação. Agora imaginem um trocador que dá troco errado, um motorista que não sabe colocar o carro na vaga, um gari que não sabe varrer e adicionem um vocabulário pobre, sem concordâncias de nenhuma espécie e desconhecimento total do plural. A vontade que dá é a de bater nela com um gato morto, até o gato miar.

sábado, 17 de setembro de 2011

A Continuação

Bem, eu ia continuar a contar a história, mas ela acabou.
Acho que eu já queria há tanto tempo que ela terminasse que, por uma banalidade, eu finalmente consegui.
Motivos havia até demais, acho que me faltava mesmo era coragem para decidir que se continuava ou não.
Nada como um empurrãozinho de 1,85m para ajudar.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desde o princípio

Hoje vou começar a contar uma história.
Não posso dividi-la em capítulos porque posso não me lembrar de tudo na ordem correta e por isso mesmo vou escrevendo à medida em que os fatos forem surgindo na minha memória.
Talvez ninguém leia, mas é importante que eu escreva, na tentativa de me lembrar de como deixei que tudo ficasse como está hoje.
Sei a data exata de quando esse martírio começou: dia 05 de julho de 2005. Consigo lembrar de detalhes e minúcias, como a roupa que usávamos, quem estava conosco naquela noite e tudo o que aconteceu antes e depois desse encontro. Com um pouco mais de esforço, consequiria sentir o cheiro. É uma lembrança muito viva, apesar de passado tanto tempo.
Fazia mais ou menos um ano que eu havia me divorciado e estava ainda naquela fase em que diverte-se muito com as amigas, sair todo fim de semana, beber e dançar sem se preocupar.
E nesse dia estava rolando no vilarejo um encontro de DJ's, o que para nossa província, era um evento. Dança pra lá, dança pra cá, eu bati o olho nele e pensei: é esse!
Como eu já tinha tomado umas 3 ou 4 doses de coragem, pedi minha comadre que me apresentasse ao rapaz - muito bem apetrechado, por sinal.
Fui bem direta, porque já passei da fase de perder tempo: "deixe seus amigos irem, eu te levo em casa depois. Fica comigo."
O que eu jamais poderia imaginar é que o figura morasse na puta que o pariu, bem adiante de onde Judas perdeu a dignidade - sim, porque as botas eu encontrei ainda pelo caminho.
Fiz um pitstop básico, apenas para um confere no material - afinal, era muito longe para que eu chegasse lá e tivesse uma "pequena" decepção.
Fomos para a fazenda onde ele morava e o que se seguiu é impróprio para o conteúdo deste blog e alguns mais caretas considerariam até ofensivo à moral e aos bons costumes. Mas foi a primeira de muitas noites inesquecíveis com ele.
Naquele dia eu soube que eu seria dele. Mas até hoje ele ainda não sabe que é meu.
(continua).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Acorda

Depois de uma breve noite de sono e de um pesadelo muito estranho, acordei. Deveria acordar, ficar feliz apenas pelo fato de ter acordado e simplesmente agradecer por mais este dia, que eu tenho a opção de escolher se vai ser bom ou ruim, o que também eu acho que é uma grande balela, porque por mais que eu queira não permitir que as interferências exteriores afetem meu dia, elas afetam e de uma maneira tal, que meu humor vai para as cucuias. Mas isso já é uma coisa intrínseca.
Imagine uma mulher, solteira (em espírito), independente, na faixa entre os 30 e 40, desencanada, bonitona e cheia de atitude. Pois é, essa não sou eu. Teoricamente isso deveria funcionar, isto é, os defeitos e qualidades deveriam se contrabalançar, algo como o equilíbrio do universo. Mas não é bem assim que a banda toca no meu mundinho e para foder de vez com a minha sanidade, existem as malditas redes (de fofocas) sociais.
Toda esta divagação é para saber o seguinte: se você olha a seguinte frase no facebook de alguém: "hello, Tunico", vocês automaticamente se perguntam "onde está a Devassa?" ou sou eu que vivo procurando cabelo em ovo. Digam.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Chicobuarqueando

Helena está para Nova Iorque assim como Ana está para Amsterdã. Só que Ana valia-se da filosofia "activia-johnny walker" e fazia o que bem entendia da vida, do corpo e da Alma. Helena, coitada, tem que passar o dia com sua gêmea siamesa, Constança - que sofre de T.O.C., síndrome de Down e de Peter Pan.
Helena sofre.
Como é dura a vida de Helena. Queria que ela estivesse em Amsterdã, curtindo todas e mandando notícias de lá.

sábado, 27 de março de 2010

É preciso acreditar

Fé (do grego: pistia e do latim: Fides= fidelidade[1]) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja mesmo verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.(a definição completa está em wikipédia).
Há momentos em que essa crença cega em algo superior, elevado, é o que nos move adiante e, não raras vezes, nos motiva a viver.
Torçam por mim na segunda, porque FÉ eu tenho.