terça-feira, 2 de dezembro de 2008

EM QUE MUNDO NÓS ESTAMOS?

Pessoas contratam outras pessoas por quantias absurdas para realizar consultorias, isto é, para dizer a elas que elas não sabem fazer determinada coisa.
Felizmente, não posso reclamar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Diferente, mas igual

Achei que hoje aconteceria alguma coisa diferente do que vem acontecendo, afinal de contas a gente sempre tem fé e espera que tudo vai melhorar. Mas ainda não foi desta vez, a megasena acumulou de novo.
Fiquei pensando em como seria se eu acertasse sozinha as seis dezenas. Será que já seria egoísmo querer acertar sozinha? Bem, eu sou egoísta mesmo...
Continuando nos meus devaneios, a primeira coisa que eu pensei é que não ia mais ter tempo para escrever, afinal eu precisaria de tempo pra gastar o tal dinheiro.
Sumiria do mapa, isso sim eu faria imediatamente. Passaria um longo tempo viajando (mais do que to fazendo neste momento...rsrsrs). Entraria num avião com a roupa do corpo, passaporte, cartão de crédito ilimitado e o celular do meu gerente do banco, apenas para uma eventualidade.
Claro que eu não deixaria ninguém na merda, não esqueceria dos amigos, da família e nem dos necessitados. Mas é claro que tudo isso com muuuuuuita parcimônia, porque afinal o meu dinheiro seria para comer caviar e tomar vodka russa, entre outros mimos.
Mas o que eu fiquei pensando mesmo é se eu me tornaria um ser humano pior - como tantos que vejo por aí - caso eu ganhasse muito (MOOOITO) dinheiro. Acho que não. Já sou ruim o suficiente.
Dinheiro talvez me tornasse diferente, mas igual por dentro.
Sexta eu jogo de novo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ela é quem manda!

Não se engane: quem manda é a moça que fica no caixa do supermercado. Uma hora e quinze minutos esperando naquele ambiente de odor inconfundível e temperatura agradável, é bobagem. Ela não está nem aí, vagarosamente copia os códigos de barras que a maquininha não lê, lentamente troca a rolo do impressora fiscal e de vez em quando faz uma "sangria" no caixa. Esse é o único momento em que ela se exalta, porque a luz do seu cochinho não acende e ela dá um berro daqueles: "FISCAAAAAAAAAAAAL!!!!", que chega a dar um susto no rapaz dos laticínios, lá no fundo do estabelecimento.
Pior do que passar essa hora e quinze esperando na fila é acontecer todo o descrito acima justo na minha vez.
Outra que manda pra caralho é a atendende de telemarketing, mas dessa eu já me vinguei. Só não sei ainda o que fazer quanto aos caixas de supermercado, pelo menos não sem ser acusada de nenhum crime.
Por essas e outras razões é que eu peço sempre a Deus muita paciência, porque se Ele me der forças, eu encho é de porrada.

Sinceridade pra quê?

"Da série: coisas que eu gostaria de ter dito e acabei perdendo a oportunidade."
Você continua sutil como um elefante. Anos se passaram e só me lembro daquela música do Lulu em que o cara veste a capa da sinceridade pra falar o que vem à cabeça.
Acontece que nem tudo é pra ser dito, como quando um amigo me contou que a Alessandra Negrini na verdade não tinha pedido o telefone dele. Pô, perde a graça, o elan. Sinceramente, eu preferia pensar que tinha um amigo para quem a Alessandra Negrini tinha dado mole.
Eu precisava dizer isso em algum momento, mas como eu sou bem mais sutil e com certeza não tão sincera, não consegui fazer isso em nenhuma de nossas conversas. Achei que ia soar esquisito e acho que já tá soando, por conta das circunstâncias todas do passado.
Bem, aquele lance de vc ter me contado que saiu com a fulana recentemente me decepcionou - "de novo, não..." foi o que eu pensei na hora - e vc deveria ter lido o balãozinho, mas estava ocupado demais pensando em como ia fazer pra levar pra cama.
E olha que a noite prometia. Eu saí de casa cheia de más intenções, inclusive enchi a cara pra não pensar em outra outra coisa senão aquele sexo fenomenal que só vc sabe fazer, mas... vc tinha que ser sincero, né?
Prometo que vou digerir a informação que bateu mal (mais ou menos como um chute no saco) e te aviso, ok?

vai entender...

Muito estranho quando as coisas chegam a um ponto em que se perde o controle sobre elas. Ruim essa sensação de rédea frouxa.
Mas não se pode querer abraçar o mundo sem ter ao menos uma cãibra, não é mesmo?
Não tô falando de compromisso. To falando de outra coisa.
Os mais célebres pensadores já tentaram explicar do que se trata e não conseguiram, não terei a pretensão sequer de tentar. Mas posso falar do que sinto. E eu tô sentindo um negócio muito esquisito.
Do alto dos meus trinta e cinco anos não tinha passado por isso ainda. É uma mistureba de sensações difícil de compreender, pior ainda de traduzir e expor. Mas vou tentar.
Isso nem deve ser coisa exclusiva do ser humano, haja vista os irracionais que, em sua maioria, também desenvolvem o sentido de posse - quer pelos parceiros, filhotes ou território. Assim é também comigo: eu só quero o que não posso ter. Uma sensação horrorosa de posse. De não largar o osso. Ainda mais se for numa disputa, aí dou uma boiada pra não sair dela.
Pior é que quando finalmente tenho, perde a graça, o encanto. Vira só mais um troféu na estante - ou uma página como essa.
Vivo hoje um momento de indecisão. Pra onde que quer que eu vire, existe sempre uma bifurcação. De um lado, alguém por quem eu faria tudo, mas para quem tudo nunca será o bastante. Do outro, alguém que faria tudo por mim, mas eu ando mais interessada em fazer pelo próximo. Vai entender...