Hoje vou começar a contar uma história.
Não posso dividi-la em capítulos porque posso não me lembrar de tudo na ordem correta e por isso mesmo vou escrevendo à medida em que os fatos forem surgindo na minha memória.
Talvez ninguém leia, mas é importante que eu escreva, na tentativa de me lembrar de como deixei que tudo ficasse como está hoje.
Sei a data exata de quando esse martírio começou: dia 05 de julho de 2005. Consigo lembrar de detalhes e minúcias, como a roupa que usávamos, quem estava conosco naquela noite e tudo o que aconteceu antes e depois desse encontro. Com um pouco mais de esforço, consequiria sentir o cheiro. É uma lembrança muito viva, apesar de passado tanto tempo.
Fazia mais ou menos um ano que eu havia me divorciado e estava ainda naquela fase em que diverte-se muito com as amigas, sair todo fim de semana, beber e dançar sem se preocupar.
E nesse dia estava rolando no vilarejo um encontro de DJ's, o que para nossa província, era um evento. Dança pra lá, dança pra cá, eu bati o olho nele e pensei: é esse!
Como eu já tinha tomado umas 3 ou 4 doses de coragem, pedi minha comadre que me apresentasse ao rapaz - muito bem apetrechado, por sinal.
Fui bem direta, porque já passei da fase de perder tempo: "deixe seus amigos irem, eu te levo em casa depois. Fica comigo."
O que eu jamais poderia imaginar é que o figura morasse na puta que o pariu, bem adiante de onde Judas perdeu a dignidade - sim, porque as botas eu encontrei ainda pelo caminho.
Fiz um pitstop básico, apenas para um confere no material - afinal, era muito longe para que eu chegasse lá e tivesse uma "pequena" decepção.
Fomos para a fazenda onde ele morava e o que se seguiu é impróprio para o conteúdo deste blog e alguns mais caretas considerariam até ofensivo à moral e aos bons costumes. Mas foi a primeira de muitas noites inesquecíveis com ele.
Naquele dia eu soube que eu seria dele. Mas até hoje ele ainda não sabe que é meu.
(continua).