Hoje deu vontade de escrever. Mas não poderia ser qualquer coisa, tinha que ser o que era de verdade, o que de fato acontecera.
Mas como contar aquilo que é vergonhoso, passível de culpa e miséria humanas?
Como admitir o erro, a falta de virtude e o pior, os vícios?
Como aceitar o outro a despeito de suas mazelas e vicissitudes?
Como passar por cima de tudo, inclusive do seu conceito próprio de decência, em nome de um sentimento inominado?
Simples: sendo humana.
Admitir erros, defeitos, confessar o inconfessável e desculpar-se. Não pelo pecado sem perdão, mas pelo arrependimento e a vontade de acertar que havia por trás de todas as atitudes erradas que tomou, todas as palavras ditas e jamais esquecidas, porque estas sim, cortam como lâmina afiada todas as possibilidades de redenção.
Tenho muita vontade de acertar, mas erro quase sempre. E não me valho de que errar é humano, ao contrário. Sou humana porque ainda erro.
Mas caráter, ahhhhh... é outra história. Ou você tem ou você não tem.
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